quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Alugam-se cães. Falar com canis.

O aluguel de cachorros populariza-se no Brasil e no exterior, mas levanta a discussão sobre até que ponto o homem pode dispor dos animais.
Uma tentativa de assalto à casa da veterinária Fabíola Setim Prioste, em abril de 2006, levou-a à decisão de instalar câmeras, mas o prazo de um mês para a realização do serviço a desanimou. Foi aí que ela optou por outra forma menos comum de garantir sua segurança: o aluguel de cães de guarda. "Naquela época, meu marido estava trabalhando no Rio e eu ficava sozinha com as crianças em São Paulo. Sem as câmeras, pensei em alugar um cão", disse Fabíola. Johnie foi o cão eleito.

Muito magro, com o pêlo opaco e temperamento dócil, o pastor alemão nunca havia tido uma casa ou brincado em um gramado. O animal de aluguel latia histericamente durante a noite e, apesar de perturbar o sono da família, manteve a casa segura. Uma semana depois, Johnie apresentou uma séria diarréia, e o canil que o alugou ignorou as diversas tentativas de Fabíola de falar com o veterinário responsável. A família decidiu cuidar do cão por conta própria e o acabou comprando após o término do contrato de locação, para a alegria dos quatro filhos. Fabíola é um dos exemplos de um mercado em expansão.

O aluguel de cães de guarda popularizou-se na última década e hoje conta com muitos canis especializados, sobretudo nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, ainda não há uma associação que reúna esses canis nem uma estimativa da participação desse segmento no mercado pet, que cresce cerca de 10% ao ano. Os "inquilinos", geralmente empresas, afirmam que o cão complementa a ronda feita pelos vigias, pois está sempre alerta. Imobiliárias e construtoras costumam também manter animais nas obras em andamento, para evitar invasões. Francisco Júnior, um dos proprietários da empresa paulistana de locação de cães Matrix, viu seu negócio crescer muito nos últimos dez anos. "O cão gera um efeito psicológico muito grande. Deixa o vigia mais seguro e inibe o criminoso", afirma. Com 40 cães e cerca de 25 clientes fixos, a Matrix oferece mensalidades que variam de R$ 450 a R$ 700, dependendo do grau de adestramento do cachorro.

O laboratório Roche utiliza seis cães da Matrix há mais de cinco anos. Os seguranças recebem treinamento três ou quatro vezes ao ano, para aprenderem a melhor forma de tratar os animais. "Os cachorros têm forte vínculo com os seguranças, é como se eles fossem seus donos", afirma Daniel de Conceição Rodrigues, técnico em segurança do trabalho da empresa. Se no Brasil o foco desse mercado está na segurança patrimonial, em países como os Estados Unidos, Inglaterra e Japão as pessoas procuram cães apenas para servir de companhia, sem ter as responsabilidades de um dono, como o cuidado em horário integral. Nova York foi pioneira no serviço, que logo se espalhou por todo o país.

Contudo, a pressão por parte dos ambientalistas foi tão grande nos Estados Unidos que hoje muitos Estados proíbem a prática. No Japão, é possível alugar cães em diversas cidades. Na rede de lojas especializadas Janet Village, o aluguel pode ficar entre 1.575 ienes (R$ 25) por hora para cães pequenos e 2.100 ienes (R$ 34) para animais maiores. Os pacotes mais populares são a diária e o aluguel por duas horas.

Maus tratos

Nem todos os cães de aluguel têm a mesma sorte dos animais da empresa Roche. Eles apresentam com freqüência problemas físicos e psicológicos quando não têm um dono ou tratador que se responsabilize por eles. De acordo com Marta Giraldes, coordenadora da ONG Aliança Internacional do Animal, muitos canis alugam às empresas de vigilância animais que sobraram das ninhadas destinadas à venda. Esses cachorros muitas vezes passam por diversos donos, sem nunca estabelecer um vínculo com alguém, o que pode gerar distúrbios de personalidade. "Os cães alugados costumam ser subalimentados. Se não é a empresa quem fornece a ração, os locatários muitas vezes não dão a comida necessária aos animais", afirma Marta.

Denúncias de maus-tratos são freqüentes, e muitos cães morrem jovens, vítimas de exaustão ou inanição. Quando não estão mais aptos ao trabalho, alguns são sacrificados. A prática de alugar cães já foi proibida em Curitiba. No ano passado, um projeto de lei para regularizar o serviço chegou a tramitar na Câmara Municipal, mas entidades de defesa dos animais conseguiram arquivar a proposta e propor sua proibição, que foi regulamentada em janeiro deste ano, com multas de até R$ 500 por animal para quem descumprir a lei.

No estado de São Paulo, tornou-se lei um projeto do deputado Feliciano Filho (PV) que proíbe os centros de zoonose de sacrificar cães e gatos abandonados. A norma, porém, nada diz a respeito do aluguel de cães de guarda. Segundo o deputado, as empresas de locação que maltratam os cães devem ser punidas, mas ele pondera que alguns canis são sérios e garantem a saúde dos animais por meio da visita diária de um tratador. "As ONGs doam às empresas de segurança muitos cães ferozes que foram abandonados", afirma Feliciano.

Marta Giraldes diz que os canis e clientes dos cães alugados deveriam ver como são tratados os cachorros que trabalham com policiais. "Os cães da polícia e do Exército são um exemplo", afirma Marta. Treinado desde filhote, vacinado e bem alimentado, o animal pode trabalhar junto com um policial por até 5 anos.

Fonte: Época

Levar um "beijo" de seu cão não faz mal

Uma pesquisa realizada pela veterinária Kate Stenske, da Kansas State University, mostrou que o contato próximo entre cães e os seus donos não traz riscos para a saúde humana. Segundo a pesquisadora, dormir ao lado do cão de estimação ou levar uma lambida no rosto não causa doenças.
O estudo de Kate, que será publicado na próxima edição do American Journal of Veterinary Research, analisou os riscos relacionados à bactéria Escherichia coli, causadora de problemas comuns como infecções intestinais. Para isso, a veterinária coletou amostras de fezes de cães e de seus proprietários.

A pesquisa demonstrou que, na maioria dos casos, o micro-organismo encontrado nos seres humanos é mais resistente - e, por isso, mais perigoso à saúde - do que o encontrado entre os cães. Em 10% dos casos, cães e seus proprietários compartilhavam o mesmo tipo da bactéria E. coli. Isso quer dizer que, na maior parte das vezes, os humanos são mais perigosos para os cães - ao transmitir uma bactéria mais resistente - do que o contrário. Apesar disso, Kate recomenda sempre ter bom senso na prática da higiene pessoal: é fundamental lavar bem as mãos antes de preparar alguma refeição ou de brincar com seu cachorro, por exemplo.

A veterinária afirma ainda que o interesse pelo tema nasceu em função da relação quase paternal que os donos desenvolvem com seus cachorros de estimação. "Há estudos que mostram que 84% das pessoas dizem o cão é como um filho para eles", diz. Para Kate, a conclusão de seu estudo traz vantagens físicas e psicológicas para cães e proprietários, uma vez que libera os carinhos entre eles. O próximo passo, segundo Kate, é analisar a relação da E. coli em gatos e seus proprietários. Segundo a veterinária, o estudo pode trazer novidades sobre o tema, já que a relação entre felinos e humanos é diferente da nossa relação com os cães.

Cada macaco no seu galho!

Gorilas vencem conflito no Congo

Uma boa notícia no Parque Nacional de Virunga, na África, um dos últimos refúgios de gorilas selvagens. Enquanto os humanos se matam na região, os gorilas estão conseguindo sobreviver. Uma recontagem dos animais que vivem na reserva mostrou que a população de primatas cresceu de 72 para 81 gorilas. Um aumento de 12,5% no número desses animais, ameaçados de extinção pela caça e por uma sangrenta guerra civil que assolou o Congo há dois anos. O parque está localizado em uma das fronteiras mais violentas da África, entre Ruanda, Uganda e a República Democrática do Congo. Por ter acesso a todos esses países, parte da reserva de Virunga foi tomada por tropas rebeldes fiéis a Laurent Nkunda, opositor do governo do Congo.

O Parque Nacional de Virunga é um dos últimos refúgios dos 720 gorilas da montanha que vivem livres na natureza. A região é um dos locais prioritários do planeta para a conservação da natureza. No início de dezembro os rebeldes tomaram a sede do Parque e expulsaram os funcionários. Muitos não conseguiram fugir da região e ficaram isolados na selva. Os gorilas também ficaram 16 meses abandonados cercados pelo fogo cruzado entre guerrilheiros e tropas do governo. Em dezembro o monitoramento dos gorilas voltou a acontecer. Depois de um acordo firmado entre o diretor do Parque Emmanuel de Merode e o grupo rebelde. Mas a segurança na região ainda é precária. No dia oito de janeiro uma guarda parque foi morto.

A caça é outra ameaça. Várias armadilhas foram encontradas nas matas do Virunga, o que representa um segundo ricos aos primatas. “Os gorilas da montanha não tem medo de seres humanos, o que os torna especialmente vulneráveis ao perigo”, diz Marc Languy do Programa Regional do WWF na África. “Estamos aliviados por ver que em vez do número de gorilas diminuir, a população cresceu”.

Fonte: Época

Clonagem!

Cães da raça beagle são clonados com nova técnica na Coréia do Sul
Cadela 'mãe de aluguel' alimenta dois cãezinhos clonados na Coréia do Sul. O nascimento dos beagles 'Magic' e 'Stem', que ocorreu na terça-feira (27), foi anunciado pelo laboratório de biotecnologia RNL Bio, que diz ter desenvolvido uma nova técnica para clonar cachorros. No procedimento, foram usadas células-tronco do tecido adiposo, que - segundo o laboratório - aumentam as chances de sucesso. (Foto: RNL Bio/Reuters)

Fonte: G1

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Você é o Veterinário!!!

Todos que gostam de animais já se perguntaram como cuidar de um bichinho machucado, triste ou doente. Para ensinar práticas de primeiros-socorros básicas a essas pessoas, e conscientizar as crianças sobre os cuidados e responsabilidades que envolvem a posse de um animal, a entidade filantrópica americana The Humane Society criou o jogo de computador Pet Pals: New Leash on Life (em português, o nome seria Amigos Animais: Novas condutas na vida).
No game, o jogador é um veterinário em um abrigo de animais e tem como objetivo conseguir novos lares para os 15 diferentes tipos de bichos abandonados – entre gatos, cães, chinchilas e papagaios. Para que a adoção seja realizada com sucesso, é preciso garantir que todos os animais estão saudáveis, felizes e adestrados. O jogador pode diagnosticar 35 diferentes casos de animais doentes ou com problemas psicológicos, cada um deles escrito com a consultoria de veterinários. Os casos tornam-se mais complicados à medida que o jogador avança.
Quem quiser conferir o Pet Pals: New Leash on Life, pode baixar sua versão gratuita no
site do game.


Fonte: Época

O resgate felino em Gaza


Não são só os seres humanos que precisam de ajuda na Palestina. Os bombardeios israelenses também vitimaram muitos animais e destruíram suas casas. Mas os bichos não estão sendo esquecidos. Na foto, dois meninos da Cidade de Gaza recolhem gatos perdidos na rua e levam para suas casas. Esperamos que sejam bem cuidados pelas crianças.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu melhor amigo, o cão

Normal, se não se tratasse de um elefante!
A amizade entre um elefante e um cachorro é um dos vídeos sobre animais mais vistos da semana no Youtube. Tarra, que vive em um santuário de elefantes no Tennessee, adotou Bella, um cãozinho vira-lata, há alguns anos sem qualquer encorajamento humano. A dupla inusitada foi parar em um programa de televisão da rede americana CBS.


Cuidado! Chumbinho!

Cães e gatos morrem diariamente por chumbinho. Conheça a origem dessa substância e como manter seus animais a salvo.

Freqüentemente ouve-se depoimentos de pessoas que tiveram seus animais mortos com chumbinho. Habitual causa de óbitos entre animais de estimação e responsável por milhares de entradas em setores de emergência de faculdades e clínicas, esse veneno – na forma do aldicarbe (um carbamato) – é o principal componente do Temik 150, um agrotóxico produzido pela Bayer, multinacional de origem Alemã.

O produto - caracterizado por grânulos pretos - é proibido em diversos países, incluindo a própria Alemanha, e só poderia ser vendido em estabelecimentos credenciados, com receita emitida por um profissional agrônomo e em sacos de 20kg. No entanto, é facilmente adquirido em pequenas quantidades e de forma clandestina em casas de produtos agropecuários como raticida.

Como resultado, não só cães e gatos são intoxicados acidental e incidentalmente, mas crianças e adultos humanos também são vítimas. “É um veneno cruel, muito rápido, altamente letal e sem um antídoto específico”, explica Cledson Rezende, veterinário de Ouroeste (SP). Segundo o veterinário, mesmo se a substância não fosse ilegal, tem pouca utilidade para acabar com infestações de roedores. “Não é eficaz porque mata, quase que instantaneamente, apenas o roedor que se alimentou da substância, deixando livre todo o resto da colônia”, explica. Cledson incentiva toda a população a denunciar os pontos onde há venda do tóxico, assim como os casos de contaminação: “Informação e denúncia são o melhor caminho para evitar os envenenamentos”. (veja mais abaixo como fazer a denúncia)

Envenenamento por chumbinho: sintomas e socorro
Preste atenção se o seu cão ou gato estiver vômitando (muitas vezes com pontinhos pretos entre seu conteúdo – sinais de veneno), arqueado e com a barriga encolhida – sinais de fortes dores abdominais -, cambaleante (atarexia) e com salivação intensa. Ele provavelmente foi contaminado por chumbinho e é preciso correr para o veterinário. O próximo passo é o estado de convulsão e qualquer segundo pode ser decisivo entre a sobrevivência ou morte do mascote
.

No Brasil, um dos últimos cinco países da América do Sul que continuam a comercializar o Temik 150, a campanha pela proibição da venda do agrotóxico é encabeçada pela Sentiens Defesa Animal por meio de procurações e ações junto ao Ministério Público. Também existe um projeto de lei com o mesmo objetivo (leia o PL 7586/2006), que no entanto está parado.

Domiciliação
Envenenar animais é crime e dá cadeia (artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais N° 9.605/98), mas pessoas intolerantes e criminosas, que têm animais de companhia como alvos, agem de forma covarde: escondem a substância letal dentro de algum petisco saboroso deixado no caminho por onde bichos costumam passar. Por isso, manter o animal dentro de casa, na segurança do lar, é a única forma realmente segura de evitar o risco desse grave acidente. Para os gatos são importantes ambientes telados para evitar fugas. O passeios ficam reservados aos cães, que devem estar sempre acompanhados de seus proprietários, sem esquecer da guia e da coleira. Muita atenção para que ele não coma nada de estranho na rua durante o trajeto. Algumas ongs e protetores de animais defendem ainda que os cachorros fiquem em quintais localizados nas partes traseiras das casas, de preferência em áreas cobertas.
Que tem um cachorro que late muito e que incomoda os vizinhos (um dos pretextos dos assassinos em potencial) pode consultar um especialista em comportamento animal. Os latidos em excesso têm diferentes causas e na maioria dos casos podem ser amenizados .

Uma questão de justiça
No caso de envenenamento intencional de animais de companhia, a Polícia Militar Ambiental só pode agir em caso de flagrante delito (enquanto a contravenção está acontecendo), nos demais casos, as denúncias devem ser feitas para a Polícia Civil, responsável pelas investigações.

O Tenente Marcelo Robis, porta-voz da Polícia Militar Ambiental, explica como aumentar as chances de punição do envenenador: “Se o animal sobreviver, obtenha laudo de médico veterinário, no menor tempo possível, que constate o envenenamento por chumbinho, depois procure um distrito policial e narre o cometimento do crime. Indique o autor, se tiver absoluta certeza, com as devidas provas, e uma delas será o laudo que constate o envenenamento”. Segundo o oficial, nos casos de morte do bichinho, há a possibilidade de refrigerá-lo e encaminhá-lo ao distrito, narrando o fato e solicitando laudo pericial da polícia técnico científica. É importante ligar antes para a delegacia, para informar-se sobre a melhor maneira de agir.

De acordo com o Tenente, as evidências mais importantes são as que confirmam de que se trata de um envenenamento de fato, quem foi o autor e se ele agiu de forma intencional. Além do laudo veterinário e das testemunhas, a ARCA Brasil recomenda que sejam captados registros (áudio, vídeo e fotografias) que associem o culpado ao crime, iscas e restos de invólucros de chumbinho .

Reunir provas suficientes para indiciar um culpado não é tarefa fácil e o aparato policial responsável por este tipo de crime é ainda precário, por isso, embora esteja se formando uma jurisprudência em casos de maus-tratos, pode ser muito difícil conseguir que os culpados tenham a devida punição. “Sem o apoio da justiça fica difícil coibir este tipo de crime. Denunciar e lutar por justiça é muito importante, mas a melhor prevenção ainda é a domiciliação dos animais, com maior atenção para os gatos, principais vítimas desse tipo de crueldade”, declara Marco Ciampi, presidente da entidade.

Como denunciar
Venda de chumbinho: A Agência Federal responsável por receber e dar seguimento a estas denúncias é a Anvisa, que pode ser contatada por sua Ouvidoria no e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou pela Gerência Geral de Toxicologia (toxicologia@anvisa.gov.br). De acordo com o órgão, todos os dados são mantidos em sigilo e a identificação não é necessária. Não deixe de relatar também à Vigilância Sanitária (por meio do telefone 156) e à subprefeitura do seu bairro.

Quem vende Temik 150 a clientes não cadastrados ou fora dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, assim como agricultores que desviem ou repassem Temik 150 ou qualquer outro agrotóxico de sua lavoura ou propriedade para ser usado com outra finalidade também realiza atividade ilegal e deve ser denunciado para a Anvisa pelos métodos descritos acima.
Fonte: ARCA Brasil

Adote um amigo!


Entre em contato com o (a) responsável!
Telefone: 3340-3933 ou 8422-7226
Cidade: Blumenau/SC
Data do Resgate: Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Características: Este é o pingo, encontrei ele peranbulando pela minha rua, fiquei com pena dele, mais não tenho possibilidades de ficar com ele, meu marido tbm não aceita. Ele é um cachorro dócil, filhote, castrado e vacinado.
Responsável: Suzana

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Os 10 animais que mais fizeram sucesso em 2008

No ano de 2008, animais do mundo inteiro ficaram conhecidos e fizeram sucesso por terem histórias muito interessantes e, acima de tudo, por serem muito "fofinhos". A mídia acompanhou o processo de crescimento da ursa polar Flocke, viu animais quase extintos nascerem em cativeiro, e até acompanhou a implantação de uma prótese em uma fêmea de elefante que foi ferida em uma explosão na Tailândia. Conheça essas e outras histórias dos animais que marcaram o ano.
No início do mês de março, a ursinha polar Flocke, que foi rejeitada pela mãe em janeiro, foi vista pela primeira vez pelos visitantes no zôo Tiergarten, de Nuremberg, na Alemanha. Após o abandono, a filhote passou a morar no zôo, em meados de fevereiro.No final do mês, Flocke - que significa floco de neve em alemão - já se sentia completamente à vontade em sua nova casa e foi flagrada tomando banho no zôo. Meses depois, quando a filhote já completava oito meses, ela foi vista brincando em sua jaula.
Já no mês de abril, o Zoológico do Parque Cultural de Miskolc, a 173 km de Budapeste, na Hungria, comemorou o nascimento de um filhote macho de pantera. A beleza de suas cores vem da mistura da cor negra do pêlos de sua mãe e do pêlo malhado de seu pai.
No ano de 2008, o mundo conheceu também Mosha, uma fêmea de elefante que, aos dois anos de idade, recebeu uma prótese em uma das patas, no Hospital Asiático de Elefantes, em Hangchatr, no norte da Tailândia.Ferida na explosão de uma mina terrestre, Mosha perdeu a pata em 2006, quando tinha sete meses de idade. Com a prótese, o animal pôde se movimentar normalmente.
Outro animal cuja história é das mais tocantes de 2008 devido a seu instinto maternal é a gorila Gana, do zôo de Muenster, na Alemanha. A gorila se negava a deixar o corpo de seu filhote que nasceu morto, em agosto.A gorila deu a luz a outro filhote que nasceu saudável e foi carregado junto ao corpo do irmão pela jaula. O cadáver do pequeno gorila só pôde ser enterrado depois que a mãe deixou o corpo para trás.
No ano de 2008, o mundo conheceu também um gato dourado, do zoológico da cidade de Wuppertal, na Alemanha. A insituição permitiu a divulgação da imagem de um dos felinos.Os "Tigres de fogo", apelido dado à espécie, são provenientes das selvas tropicais do norte da Índia e da Malásia. Os adultos desta espécie de gato selvagem medem cerca de 90 cm de comprimento e 50 cm de cauda e podem pesar de 12 a 16 kg.
Outro bicho muito fofinho conhecido este ano foi um pequeno ouriço branco, apresentado pelo Centro de Criação de Heisenberg, na Alemanha. Segundo biólogos do centro, sua cor branca se deve a uma despigmentação dos espinhos e da pele.
Igualmente fofos - e alvos -, dois filhotes de leão branco foram apresentados pela primeira vez ao público no início do mês de dezembro, no Zoológico de Belgrado, na Sérvia.De acordo com o folclore, a espécie é considerada sagrada pelos povos africanos que habitam a região de Timbavati, perto do parque nacional Kruger. Uma lenda diz que leões brancos mágicos nascem a cada cem anos para dar alegria àqueles que os vêem.Os nascimentos de leões brancos na natureza vêm diminuindo consideravelmente nos últimos 16 anos. A espécie não é albina - é uma mutação genética rara do leão sul-africano.
Um pouco desengonçado, mas nem por isso menos fofo, um filhote de hipopótamo, nascido no dia 29 de novembro, foi apresentado pela primeira vez ao público no Zoológico de Berlim em 16 de dezembro.Os olhos grandes e as orelhas pequenas fazem deste bichinho um fofo exemplar da espécie. A fêmea filhote exibiu-se aos visitantes nadando ao lado da mãe.
Também neste ano, o mundo conheceu Sinta, uma orangotango fêmea de 11 anos de idade, que deu à luz a uma filhote, batizada de "Natalia", na Indonésia.Sinta é um dos 25 orangotangos que estão atualmente no Taman Safari, em Pasuruan. A espécie é encontrada principalmente nas ilhas de Sumatra e Bornéu, na Indonésia, e está sob risco de extinção devido à destruição das florestas, seu habitat natural.
Não tão elegantes, mas não menos simpático que os outros animais mais famosos de 2008, um lemur-de-cauda-anelada foi flagrado fazendo estripolias no zoológico Hagenbeck Tierpark, em Hamburgo, na Alemanha.O lemur brincou em cima de uma câmera filmadora e foi igualmente fotografado em cima de uma balança, durante a realização de um inventário que o zôo realiza ao final de cada ano.
Redação Terra

Atenção!!


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Equipe de salvamento!


Uma equipe formada por oito cães e 12 soldados trabalha desde o dia 23 na busca de vítimas soterradas.
Dois blumenauenses sobreviventes das enxurradas, deslizamentos de terra e alagamentos que atingiram Blumenau nos últimos dias têm muito a agradecer a Zorg, Fênix, Astra, Luge, Cindi, Thell, Xanxerê e Brasil. Eles foram encontrados soterrados pelos cães do Corpo de Bombeiros, um na rua Independência, no bairro Valparaíso, e outro na rua Santa Rita, no Fortaleza.
Os oito cachorros da raça labrador integram a equipe de busca e resgate dos bombeiros e são responsáveis por 40% dos resgates a vítimas por soterramento na cidade. Os sobreviventes não foram identificados pelos bombeiros na hora do resgate.
Na cidade desde o último dia 23, o grupo formado por 12 soldados e oito cães, localizou 10 das 24 vítimas fatais confirmadas oficialmente pela Defesa Civil, além dos dois sobreviventes de soterramentos. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Blumenau, tenente-coronel Carlos Olímpio Menestrina, 40% das vítimas de Blumenau foram encontradas pelos cães. “É um trabalho que não é visto, mas de fundamental importância nessas horas”, comenta.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Frase do dia

" Recolha um animal de rua, dê-lhe de comer e ele não lhe molestará. Eis a diferença fundamental entre o animal e o homem. "

Doações!!!


Biólogo cria livro que responde às mais curiosas dúvidas do mundo dos bichos

Você já se perguntou se as zebras são pretas com listras brancas ou brancas com listras pretas? Ou por que os morcegos dormem de cabeça para baixo? Cansado de ouvir essas perguntas e muitas outras dos visitantes do Zoológico de São Paulo, onde trabalha há oito anos, o biólogo Guilherme Domenichelli lança neste mês o livro Girafa tem torcicolo? E outras perguntas divertidas do mundo animal (Panda Books, 43 páginas). Nele, o especialista responde a diversas questões sobre os animais em textos acompanhados de divertidas ilustrações (confira abaixo alguns trechos do livro). Em entrevista a ÉPOCA , o autor falou de seu projeto e contou por que as girafas são seus animais favoritos.

ÉPOCA – Quais são as dúvidas mais freqüentes dos visitantes do zoológico?
Guilherme – Eu escuto de tudo, desde perguntas básicas, do tipo “elefante bebe água pela tromba?”, até coisas mais criativas, sobretudo das crianças.

ÉPOCA – Mas o elefante bebe água pela tromba?
Guilherme – Não. A tromba é um prolongamento do nariz dele. Os elefantes podem sugar com a tromba até oito litros de água, para esguichar na boca ou no corpo, para se refrescar.


Guilherme Domenichelli e um leão marinho

ÉPOCA – O título traz uma pergunta sobre as girafas. Por que você escolheu esse animal para ilustrar a capa?
Guilherme - A girafa é um dos animais de que mais gosto, porque tem muitas curiosidades a seu respeito. Elas possuem uma língua de até 43 centímetros, para comer folhas nas árvores. Imagina essa língua? Muitos também pensam que as girafas nunca deitam, mas elas podem deitar para dormir dobrando as pernas. No entanto, nunca apóiam a cabeça no chão. Girafa com pescoço no chão é sinal de doença. Diferente do que muitos acreditam, elas não são mudas, só emitem sons bem baixinhos. Já dor de garganta, isso nunca foi visto, o que é bom, pois enrolar um cachecol não ia ser fácil (risos).

ÉPOCA – Que animais costumam despertar maior curiosidade nas pessoas?
Guilherme – Existem muitos mitos em torno de alguns bichos. O lobo, por exemplo, teve a fama de ser malvado inventada na Europa durante a Idade Média, com o surgimento de histórias como “Os três porquinhos” e “Chapeuzinho vermelho”. Os lobos costumavam atacar rebanhos e galinheiros, então criaram essas histórias para as pessoas sentirem ódio deles e exterminá-los. Infelizmente, por causa disso, os lobos acabaram desaparecendo em diversos lugares. A história de eles uivarem para a lua também é um mito. Na verdade, eles uivam para demarcar o terreno.

ÉPOCA – Qual foi a pergunta mais estranha que você já ouviu?
Guilherme – Já ouvi coisas muito curiosas, de crianças e de adultos. Tem um dito popular do “abraço do tamanduá”, de que ele abraça para se defender. Uma vez disse que o tamanduá, na realidade, se apóia nas patas traseiras para, com as garras das patas dianteiras, atacar o predador, porque ele é o único mamífero sem dentes . Então, uma senhora disse: “não, você está errado. Eu já vi, ele abraça a pessoa, introduz a língua pelo nariz e suga o cérebro.” Não tive como contra argumentar! Mas existem também questões que nem os biólogos sabem a resposta. Por exemplo, para que as girafas têm aqueles dois chifrinhos, ou as “anteninhas”, como as crianças falam? Ninguém sabe. É um mistério da natureza.