domingo, 4 de outubro de 2009

Já massageou seu gato hoje?

Massagear o gato é uma prática que traz benefícios para ele e para o dono.

Este é um procedimento que recomendo para todo dono de gato! A massagem presenteia o felino com momentos de prazer e de relaxamento
.

Confiança e carinho
Durante a massagem, o gato associa o prazer que está sentindo com a presença, o cheiro e a voz do proprietário. Com o tempo, vai se deixando tocar em mais lugares, à medida que percebe não correr risco. Isso faz o gato confiar cada vez mais no dono e gostar cada vez mais dele.

Estresse e relaxamento
Uma massagem mais profunda é capaz de provocar um relaxamento ainda maior do que um simples carinho superficial. Mas, se o gato não estiver acostumado a esse tipo de interação, o efeito pode ser oposto, estressando-o ainda mais. Em situações tensas, portanto, só lance mão da massagem depois de o gato estar habituado a ser manipulado.

Incômodos e dores
Nossos bichos, infelizmente, não conseguem nos comunicar quando sentem dor. Para detectá-la, precisamos perceber sintomas como parar de comer, impaciência, agitação e, em alguns casos, agressividade.

Com os gatos essa percepção pode ser especialmente difícil, pois, instintivamente, eles disfarçam a dor e o desconforto para não mostrar fraqueza. O motivo é que ficam em situação de risco na natureza se os adversários perceberem que não estão bem ou que se encontram feridos.

Uma das técnicas dos médicos-veterinários para descobrir se o gato está sentindo dor é apalpá-lo. Ao ser pressionado no local dolorido, o gato tem reações que permitem saber da existência de problema e em qual região do corpo isso ocorre.

A limitação dessa técnica é não funcionar bem quando o gato está assustado, exatamente o que se espera que aconteça quando ele é apalpado por um desconhecido, fora de seu território.

Por meio de massagens diárias, podemos acostumar o gato à manipulação. Assim, será mais fácil submetê-lo a futuros exames. O proprietário conhecerá profundamente o corpo do gato, as reações típicas dele e os pontos mais sensíveis. Com essas informações, será possível dar uma importante ajuda ao médico-veterinário. O dono terá condições de fazer uma descrição precisa dos locais do corpo que, quando pressionados, fazem o gato reagir com sinais de dor. Também é esperado que o gato aceite com menos tensão o exame clínico do veterinário, pois estará acostumado a ser apalpado.

Como fazer a massagem
Existem várias técnicas para massagear gatos, descritas em livros, sites e DVDs, algumas, inclusive, patenteadas. Portanto, para quem quiser ir mais a fundo, há bastante conteúdo disponível por aí.

Mas não é preciso ser um expert para começar a usufruir os diversos benefícios da massagem animal. Seguindo algumas dicas gerais, você poderá praticar hoje mesmo em seu gato.

Tipo de massagem
Ao fazer carinho no gato, coloque um pouco mais de pressão nas mãos. Tente sentir o corpo do felino por baixo da pele - músculos, ossos e articulações. Concentre-se como se quisesse descobrir cada pedacinho dele, sem deixar despercebida qualquer parte do corpo.

Tempo, local e posição
É importante que o momento da massagem seja prazeroso, tanto para você quanto para o gato. Respeite, portanto, os limites dele. Aos poucos, ele aprenderá a relaxar e a confiar cada vez mais em você ao ser massageado.

Forçar o gato a aceitar uma massagem mais prolongada do que está disposto a aceitar ou querer que ele continue deitado contra a vontade costumam ser iniciativas contraproducentes. Não há problema se, no início, for preciso dividir a massagem em várias sessões, até conseguir que o gato seja massageado por inteiro.

Regiões sensíveis ou doloridas
Nunca inicie a massagem em uma parte do corpo que possa estar dolorida. Tome também muito cuidado ao manipular uma região sensível. Não é intuito da massagem causar dor, e sim prazer e relaxamento.

Se perceber que o gato está se sentindo incomodado ou se houver possibilidade de machucá-lo, não exagere na pressão. Procure conhecer até que limite ele a aceita tranquilamente. No futuro, uma mudança nesse limite poderá indicar um problema de saúde.

Quando começam a receber carinho ou a ser massageados, os gatos não costumam permitir que a região do abdômen seja tocada. Nesse caso, evita-se massagear a barriga do felino até que ele fique totalmente relaxado ao ser manipulado. Muitos donos só conseguem fazer isso depois de massagear o gato por meses!


Fonte: Cão Cidadão


Dr. Pet dá dicas para cuidar do seu bichano

Livros sobre cães e gatos divertem e ensinam a cuidar dos bichos

Veja abaixo uma seleção de títulos sobre cães, gatos, pássaros e outros animais. Os livros ensinam a cuidar dos bichos, inspiram e divertem os donos de animais domésticos.
"Cuide Bem" - a série possui três volumes: "Gato", "Pássaro", e "Cachorro". Em cada livro, há idéias e sugestões para deixar o companheiro doméstico saudável e feliz. Dentre os conselhos estão como balancear a alimentação do animal, onde colocá-lo para dormir, brincadeiras, exercícios e dicas específicas para cada um deles.
"Astrocats" - de Julia Harris, é um guia prático e divertido que ajuda a conhecer melhor um gato com a ajuda da astrologia. No final do livro há um questionário para identificar o signo do gato e uma lista dos gostos e preferência dos bichanos, além de seus elementos e compatibilidade com outros signos.

"Os Gatos Nem Sempre Caem em Pé" - de Erin Barrett e Jack Mingo, reúne mais de 500 histórias e informações curiosas sobre o mundo dos felinos. Há aventuras de personalidades e seus gatos famosos, dados científicos e históricos sobre facetas deste companheiro dos humanos.

"Quanto Mais eu Entendo os Homens, Mais eu Gosto do Meu Gato" - de Daisy Hay, compara homens e gatos de maneira bem-humorada. Dentre os aspectos em comum o livro cita que ambos possuem as costas peludas, dormem o dia inteiro, mas também há diferenças. Os gatos, por exemplo, nunca erram o local de urinar, e, quando ficam chatos, basta colocá-los para fora. Com os homens é diferente.

"Cachorro Magro" - Aprenda a alimentar corretamente o cachorro --para deixá-lo saudável e sempre disposto. Dê para o seu melhor amigo um corpinho magro e saudável e energia de sobra para brincar! Este livro, da editora Panda Books, é um guia prático e indispensável para quem quer deixar o bicho de estimação saudável e sarado. No livro, o leitor saberá qual é modo certo de alimentar o seu animalzinho, as principais diferenças entre os vários tipos de ração e os exercícios indicados para o emagrecimento. O livro traz ainda quadros e dicas sobre raças e nutrição.

"São Paulo Para Cães e Gatos" - Óculos de sol, panetone, festinhas de casamento, aulas de natação... Só mesmo uma cidade como a capital paulista poderia oferecer opções tão exóticas para cachorros e bichanos. Este guia, da editora Panda Books, reúne 116 endereços para o seu cachorro e seu gato. Descubra como lidar com um pet com problemas psicológicos, onde fazer um curso de gatoterapia e até as casas que oferecem especialidades veterinárias e terapias alternativas que vão da ortodontia à acupuntura.

"De Bagdá, Com Muito Amor" - Em meio aos escombros da cidade iraquiana Fallujah, no Iraque, o marine norte-americano Jay Kopelman encontra --e imediatamente adota-- um cachorro vira-lata, a quem chama de Lava. Seu esforço para manter Lava por perto em meio à insanidade da guerra e contra as ordens de seus superiores fornece a linha condutora do livro.

Os livros podem ser encontrados na Livraria da Folha ou ainda pelo telefone 0800-140090.
Fonte: Folha On Line

BBC cria o maior zoológico online do mundo

A BBC criou um enorme zôo virtual, o BBC Wildlife Finder, alimentado por fotografias e vídeos de natureza.É como um zôo, mas com algumas vantagens, para compensar a óbvia desvantagem da ausência real dos bichos: o leão nunca está dormindo naquela toca atrás da árvore no fundo da jaula; os animais pequenos são fotografados ou filmados com lentes de aumento; e os hábitos noturnos são capturados com câmeras infra-vermelhas (aquelas que enxergam tudo verde no escuro).
Com 370 espécies, o zôo virtual crescerá a cada dia, promete a BBC. Para quem gosta de bicho, é para gravar no favoritos.

Fonte: Estadão

Bem-estar animal

Ah, se as pessoas soubessem...

Focinho úmido, geladinho,
Preto, marrom, desbotadinho;
Ah, se as pessoas soubessem o valor de um focinho,
Focinho medroso ou metido,
Focinho manhoso, carinhoso,
Simples amigos focinhos;
Ah, se as pessoas tivessem ao menos um focinho,
Não sobre o próprio rosto,
Mas em carne, pêlo e osso,
Fonte pura de carinho;
Ah, se as pessoas protegessem os focinhos,
Focinhos que vivem sozinhos,
Amores desperdiçados, focinhos amargurados,
Focinhos pra todo lado;
Ah, se as pessoas conhecessem os focinhos,
Quanto amor, quanto carinho,
Anjos peludos, sem narizinhos,
Anjos fofos atrás de focinhos;
Ah, se eu pudesse ver todos os focinhos,
Amados e acolhidos,
Crianças da criação, anjos de bem querer,
Focinhos em plena evolução;
Ah, se as pessoas soubessem,
Quanto amor e dedicação,
Quanta vida, quanta paixão,
Quanto vale o amor de um cão

(Autoria desconhecida)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Filme provoca público a agir contra a crise climática

A três meses da reunião que decidirá o futuro da humanidade, a 15ª Conferência do Clima, estreia o filme "A era da estupidez" (The Age of Stupid), um olhar crítico sobre a demora dos atuais governantes em lidar com a crise climática.


"A era da estupidez" se passa em 2055 e tem no papel principal o ator inglês Pete Postlethwhaite, indicado para o Oscar em 1994. Ele interpreta o "arquivista", um homem solitário que vive num mundo devastado pelo aquecimento global e que consome seu tempo catalogando o passado. No filme, Postlethwhaite examina imagens de 2007 e se pergunta por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

No Brasil, três sessões simultâneas acontecem no dia 22 em São Paulo, Rio e Brasília com o apoio do Greenpeace (1), dentro de uma semana de atividades para mobilizar a população sobre os perigos do aquecimento global. O evento é parte da pré-estreia mundial, que será feita em mais de 40 países na mesma semana da Assembleia-Geral das Nações Unidas, quando os países terão mais uma oportunidade para definir um acordo antes da Conferência do Clima, marcada para dezembro em Copenhague.

O ambicioso objetivo é transformar 250 milhões de espectadores do filme em ativistas do clima. "As alterações no clima do planeta ilustrados pelo filme não são apenas ficção científica. O Ártico sem gelo, Londres submersa e Austrália em chamas retratam os impactos do aquecimento global em cenários extremos, mas plausíveis. Como as mudanças climáticas não podem ser revertidas, os impactos dependem do que será feito agora para reduzir as emissões de gases estufa", diz João Talocchi do Greenpeace. "Ao combater o aquecimento global, além de evitar as catástrofes, os países tem a oportunidade de proteger as florestas, inovar tecnologias para geração de energia e gerar empregos verdes", completa.

Na reunião de Copenhague, os países desenvolvidos precisam se comprometer com uma redução de 40% das emissões de gases estufa até 2020, tendo como base as emissões de 1990, para que a temperatura do planeta fique bem abaixo dos 2º C. O Brasil deve zerar o desmatamento na Amazônia se quiser agir para barrar o aquecimento global. "Nossas ações contra as mudanças climáticas irão definir a nossa geração, assim como o fim do apartheid, a abolição da escravidão e a chegada do homem à Lua definiram gerações anteriores.

No momento, vivemos na era da estupidez, mas, apesar do pouco tempo que nos resta, ainda é possível mudar esta situação", afirma a diretora do filme, Franny Armstrong.


Estreia verde - O palco principal do lançamento de "A era da estupidez" será em uma tenda inteiramente abastecida por energia solar, em Manhattan, Nova Iorque. Os convidados chegarão à festa por meio de transportes alternativos, como bicicletas, skates, veículos movidos a biodiesel de óleo de fritura e riquexós (táxis ecológicos de tração humana). Toda a energia utilizada no evento resultará em apenas 1% do carbono normalmente emitido em uma pré-estreia tradicional. A cerimônia será apresentada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.


No Brasil - O Greenpeace apoia o lançamento do filme em nove cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Brasília, Salvador, Curitiba, Juiz de Fora e Santos. Em Porto Alegre, o apoio será da ONG Amigos da Terra. Consulte a programação no site da MovieMobz.


Assista:

Frase da semana

"Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, apenas o horror ao sofrimento imposto aos mais fracos que não podem se defender."
(Brigite Bardot)

Imagem do ano: não basta apagar o fogo...

Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália.

"Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação..."

Esta é uma das imagens mais lindas que já vi. Olha a troca: olhar, gesto....maravilhoso! O universo é um, não importa se somos um monte de átomos que forma a espécie (animal) humana, vegetal, estrelar..... somos poeira atômica do mesmo sistema, do mesmo universo, não somos nem mais nem menos.

O que nos faz maior ou menor é isso, esse gesto lindo que vem da chama divina que cada um possui mais ou menos acesa (alguns esquecem ou desconhecem que a possuem) dentro de si.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Que tal dar uma refrescada?

Nalim (em baixo), um tigre de bengala de um ano de idade, e Akasha, fêmea da mesma espécie e idade, brincam na água no Six Flags Discovery Kingdom, na cidade de Vallejo, na Califórnia. Os dois passam a maior parte do dia na piscina em virtude do calor que atinge a região

Fonte: Terra


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

6a Cãominhada


Baleia e filhote nadam nas águas de Balneário Camboriú

Uma baleia franca, acompanhada do filhote, foi avistada próximo à Ilha das Cabras, na Praia Central, em Balneário Camboriú, por volta das 10h desta segunda-feira.
De acordo com o professor André Barreto, do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar/Univali), a curiosidade de algumas pessoas, que insistiam em seguir as baleias com pequenas embarcações, representa perigo para seres humanos e animais.

— Nesta época do ano, as baleias procuram um lugar tranquilo para a reprodução e a amamentação dos filhotes. A praia é como uma maternidade, onde os animais precisam de tranquilidade — explicou o professor.

Ibama estipula distância de aproximação

Segundo o professor, o barulho de motores ou contato muito próximo com embarcações pode ocasionar reações imprevistas, principalmente por parte dos filhotes, e causar graves acidentes. A aproximação a menos de 100 metros destes animais é proibida pelo Ibama.

— Uma baleia pode ficar em uma só praia com seu filhote durante semanas. Basta não ser incomodada — disse Barreto. O filhote visto em Balneário Camboriú tem entre um e dois meses de vida, mede cerca de cinco metros e pode pesar até uma tonelada nesta fase. A fêmea adulta pode medir até 18 metros. Outra aparição de baleia com filhote foi observada durante o fim de semana na praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas. As aparições dos mamíferos no Litoral Centro-Norte são registradas pelo CTTMar/Univali e o Projeto Baleia Franca.

Fonte: ClicRBS

Uso de animais em programas de televisão é motivo de polêmica para o público

O abate de uma galinha em rede nacional. Animais silvestres como objetos de jogo. Pessoas assustadas cercadas de cobras e aranhas. As situações retratadas em reality shows de sucesso como “No Limite” e “Jogo Duro” têm sido motivo de polêmica para o público.
O questionamento compreende aspectos de interesse público: a ausência de cunho educativo, científico ou informativo nos programas; o uso gratuito de animais silvestres para fins de entretenimento; os rótulos negativos atribuídos a algumas espécies e a exposição desnecessária dos animais a certas situações.
A WSPA acredita que os animais têm o direito de viver livres de sofrimento evitável e opõe-se ao uso de animais para fins de entretenimento. Quando quer que sejam usados em programas de televisão, os animais não devem ser expostos a nenhuma forma de sofrimento, nem ser retratados de maneira que avilte sua espécie.
A WSPA também se opõe à distribuição de animais como prêmios, e sempre que o bem-estar de um animal sob supervisão humana estiver em questão. O animal deve, por esse motivo, ser beneficiado pela dúvida. Além disso, os diferentes propósitos para os quais os animais são usados devem ser regularmente reavaliados.
Posição do IBAMA

Adilson Gil, superintendente do IBAMA/RJ, em nota de esclarecimento à WSPA, informa que embora não haja uma norma interna no IBAMA que disponha especificamente sobre a proibição do uso de animais silvestres nos reality shows, o órgão está empenhado em produzir uma normatização nacional prevendo essas situações. Os representantes das principais emissoras estão sendo convocados pela instituição para diálogo relacionado à exposição da fauna silvestre e avaliação desse contexto.
Adilson também recomenda ao público as atitudes a tomar:
– Destaco para a orientação, sempre pertinente, que a sociedade diversa a esta exposição se manifeste à emissora e patrocinadores, no sentido que os mesmos sintam o repúdio de parcela da sociedade aos produtos e redes que estimulam ações contrárias aos seus padrões éticos e morais.

Fonte: WSPA

Pesquisa avalia o perfil e o comportamento dos donos de animais de companhia no Brasil

O levantamento avaliou mais de 2.100 domicílios em abril deste ano, abrangendo seis regiões do país que, somadas, representam 20% dos domicílios brasileiros. Com base científica, a pesquisa tem por objetivo acompanhar os hábitos e as tendências dos proprietários de pets brasileiros.
O médico veterinário e presidente da Comac, Luiz Luccas, ressalta a importância das informações obtidas pelo Radar Pet 2009:
– O mercado necessitava desse número oficial, pois até então havia apenas uma estimativa sem base concreta na realidade do Brasil. O Radar Pet tem base científica e foi esmiuçado para apresentar características importantes sobre os proprietários de cães e gatos e os seus animais de estimação –, avalia Luccas.


Perfil dos donos de animais de estimação

Os dados da pesquisa confirmam a preferência dos cachorros como animais de estimação. Eles representam 79% das escolhas, sendo os gatos preferidos por 10% da população. As duas espécies coexistem em 11% dos lares que têm animais de companhia. Os números ajudam a desmitificar algumas ideias pré-concebidas entre poder econômico e guarda de pequenos animais. Na classe A, por exemplo, 52% dos domicílios têm pets. Esse percentual cai para 47% na classe B e 36% na classe C. Ao contrário do que se acreditava, a classe A não prefere os gatos. Essa espécie equivale a 9% da preferência desse grupo. Os cães são prediletos em 85% e as duas espécies convivem em 6% nos lares dessa classe.

Segundo Luiz Luccas, a presença de pets decresce à medida que a renda familiar cai: – Isso é explicado pelo custo dos produtos para esse segmento, especialmente em um país com carga tributária equivalente a 50% do preço final dos produtos. No segmento de animais de companhia os impostos brasileiros estão entre os mais elevados do mundo.
A pesquisa também mostra a relação entre o estado civil do proprietário e a sua preferência na hora de adquirir um animal de estimação. Os cães, apesar de requererem mais cuidados e serem mais dependentes dos donos, são os queridinhos dos solteiros. Os felinos são escolhidos por 20% dos solteiros, em contraste com os 73% que preferem os cães. Quando o assunto é casais sem filhos, a preferência por cachorros é ainda maior: 83% contra 6% optam pelos gatos.

Os animais de estimação preenchem o vazio e dão a alegria para os casais que não têm filhos. Segundo a pesquisa 43%, desse gênero familiar possuem cães e gatos. No entanto, esse número cai consideravelmente nos casos dos casais com filhos de até nove anos. A preocupação com a higiene e a segurança com os filhos pequenos levam apenas 33% dos casais a manter animais de estimação em casa.
O presidente da Comac destaca a importância dos resultados da pesquisa para corrigir ideias erradas, como o caso dos pais que distanciam as crianças dos animais de estimação como forma de protegê-los.
– Essas informações são fundamentais para que possamos investir na desmistificação desse conceito, uma vez que é possível e especialmente, saudável, a convivência entre crianças e animais de estimação. Inúmeras pesquisas indicam claramente o impacto positivo do animal no dia-a-dia e também na saúde e no comportamento das crianças –, ressalta Luccas.

Moradia, raças e nomes mais populares

De acordo com o Radar Pet, o tipo de moradia também pode exercer grande influência no momento de adquirir um animal de estimação. Os dados mostram que o cão está com 79% dos proprietários que moram em casa e em 78% dos que vivem em apartamento. Já entre os gatos, 8% moram em casas e 18% em apartamentos.

Quando se fala em adoção, a raça dos pets parece não ser determinante na decisão, sendo os “vira-latas” a preferência nacional: Os animais sem raça definida (SRD) estão em 36% das escolhas, seguidos por poodle (24%), daschund (7%), pinscher (7%), entre outros. No caso dos gatos, os animais SRD representam 77% das respostas, seguidos por siamês (26%), persa (4%), angorá turco (3%) e outras raças.

A escolha do nome do fiel companheiro é outro ponto destacado na pesquisa. No caso dos felinos, Mimi (3%) e Mel (2%) são os preferidos, seguidos por Kiko, Nino, Belinha, Chiquinha, Fredy, Garfield e Preto (cada um destes aparece em 1% das respostas). No caso dos cães, os proprietários preferem Mel (3%), Nina (2%), Billy (2%), Bob (2%), Suzi (2%), Princesa (2%) e Rex (1%).

Evolução do mercado pet

No Brasil, o mercado pet tem mostrado nos últimos anos o seu potencial de crescimento. As indústrias de produtos para a saúde animal investem cada vez mais em pesquisas e inovações para oferecer aos donos o melhor para os seus animais.
Segundo valores líquidos da Indústria, o segmento pet brasileiro responde por 12% do faturamento da indústria de produtos para a saúde animal: cerca de R$260 milhões. Diante do amadurecimento e do caminho promissor do segmento de pequenos animais, a pesquisa Radar Pet apresenta um valor significativo.

Para o presidente da Comac, Luiz Luccas, o grande valor da pesquisa reside na avaliação do perfil e comportamento dos lares brasileiros com animais de companhia.
— São dados importantes e inéditos que auxiliam na análise do perfil e das tendências desse mercado, de acordo com as necessidades dos proprietários, servindo de base para uma orientação sólida aos veterinários e demais envolvidos no setor. Pretendemos atualizar esta pesquisa a cada dois anos para observar a evolução do segmento no Brasil, conclui Luccas.


Fonte: WSPA